sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A fantástica caixa bizarra em um mundo diferente.

Texto 1:
Era um mundo esquisito, cheio de todos os exageros. Disseram-lhe que o que via não era real, mas se ele via acreditava que era. Toca as mechas do cabelo, olhos grandes, bochechas rosadas. Ele vivi num conto de fadas. Um príncipe preso em desgraça, preso num reino imaginário, onde ninguém pode entrar, a não ser que ele convide. Mantenha seus pés no chão, quando sua mente estiver nas nuvens. Era mundo muito bizarro, amigos irreais que mais pareciam monstros, mas isso não lhe assustava, na verdade gostava deles. Blocos de pedras flutuantes, ainda faltam alguns tijolos em seu castelo? Desejos e pecados são o prato principal, acompanhado de crème brûlé. Sirva o chá!
Ali não a regras e o fim de tudo é só o começo. Sabe o caminhos das nuvens sem seus céus? Mantenha seus pés no chão, quando sua mente estiver nas nuvens. Balas e sorvetes nem vão funcionar, um sorriso pode até amenizar mas ele sabe que o mal ainda esta ali, dentro dele, pronto, esperando pra escapar. Era um mundo único.



Texto 2:
E meus males sei de cor, sei o caminho das nuvens em meus céus. Em poucos instantes posso ser pequeno e também gigante, sim sou herói e bandido. Meus segredos são guardados em pequenas caixas e eu escondi as minhas, pra nunca mais me achar. Meu mundo é traiçoeiro, meus pecados estão aqui. Todos caminhos levam a um desfiladeiro ou ao famoso beco sem saída. Minha maré é tempestade, e eu sei que a minha correnteza não tem direção. Eu posso mentir aqui, fingir, pretender? Posso enganar você? É meu mundo, e nele só valem as minhas regras. Então que os jogos comecem, porque já estou rolando os dados. Só não se perca ao entrar no meu no universo particular. Quando é escuro ninguém pode me vê. E ai eu sei, sei que não tenho mais medo do escuro. Mas deixe as luzes acesas, agora. Não quero ver, me deixa aqui. Só por hoje, por favor.

Desenhos Could I call Barnes e Pandora's box de minha querida Ferdi do Insanidades com Geléia.


Achei que os dois textos tinham tanto a ver, que eles conversavam. Pra mim são dois lados de um mesmo ponto de vista. Por isso, como gêmeos bivitelinios eles nascem e ficam juntos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Te amo em ciano.

E de todas as criaturas que eu conheço és a mais narcisista, orgulhosa, estúpida, arrogante, dissimulada e prepotente que existe. E eu tenho muita raiva disso, mas o que mais me irrita é o fato de não poder sentir raiva nem ver defeito algum em ti, quando olhas pra mim.

Eu te amo ainda e isso eu coloco em ciano.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A falta que a falta faz.

Algo esta faltando, bem o sei. Mas o que?
Tudo aconteceu tão rápido, que hoje nem mesmo eu sei, o que em mim é realmente parte de mim, o que de algum jeito é meu no meio dos meus.
Sinto que nada mais é igual ao que era antes, exceto pelo fato de ainda estar inacabado, aos meios, com falhas e cheio de faltas. Nisso continuo o mesmo.
Nessa busca intensa em suprir minhas necessidades, acabei me entupindo de alguns excessos não meus, e desnecessários. Na pressa de arrancar-lhes de meu corpo me cortei tanto que acabei tirando também o que não devia, o que de bom havia em mim e que me era essencial. Você.
Aquilo que sempre foi meu, e que ainda me faz falta.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Que seja doce.

Hoje eu estou muito feliz, e porque?
Porque eu decidi que assim seria, só. E assim será.


- que seja doce, que seja doce, seja doce, doce, doce e doce...
É e isso eu aprendi com ela.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Carpe Dien

"... Procure os seus caminhos,
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
Revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"
Fernando Pessoa
Recebi esse poema de uma colega muito especial do meu serviço hoje. Obrigado, Cibele. Eu sempre me lembrarei de ti.


domingo, 17 de janeiro de 2010

Se...

Se tudo fosse diferente. Nossos jogos e besteiras. Nosso amor de brincadeira. O mal de minha burrice aguda pra relacionamento que eu só percebi sua importância, quando já nem estavas aqui. Foi ai que de repente não te ver ficou estranho. E não saber sobre ti deixou vazio. No teu silencio oco, o eco mudo de minha voz me deixou surdo. Cego por não te ver e insensível por não mais te sentir. De repente não te ter aqui me tirou de mim. E ai meu amor, ai eu chorei. Chorei sozinho porque nem estavas mais aqui e em silencio porque nem ias me escutar. E no escuro fiquei por um tempo, três meses? dois? acho que mais. Um zumbi solto por ai. Ainda no trabalho, escola, festas. Mas só parte de mim, porque o essencial me foi cortado. E pra me curar demoraria. E o que mais me doía era pensar no se, esse se que nos dá maior dor de cabeça. Algo do tipo: Se eu tivesse ouvido assim, se tu tivesses dito aquilo, se nós tivéssemos feito tudo. Bom, não sei porque depois de todo esse tempo pensei nisso novamente. Talvez só Saudade.

- Se quiser lembrar, se quiser jogar me liga.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Chocolate.

É você a medida exata das minhas faltas e o pedaço certo de todo o meu incerto. E por ti todos os parâmetros exalam perfeição e ao teu som, melodia quimérica, sinto o torpor de mansidão em meio a temporais. Esqueço todos os pretéritos e compreendo Carpe Dien. E de todo esse vicio sem nexo é só você que faz maior sentido. Pelos meus excessos te busquei, e ao rolar os dados eu ganhei e por minhas loucuras só em ti encontro calmaria. Cavaleiro medieval voltando aos braços de uma sereia. Seria mágico ainda que magia alguma houvesse. Lembrando um milagre simples e poderoso assim como o da vida. Só o amor, leve, doce, solto e suave.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sinto, logo existo.

câmbio automático do carro pensa saber facilitar
policiais mal-humorados da rua XV pensam saber ajudar
ouvintes de rádio pensam saber ouvir
professores de redação pensam saber ensinar
doutores em filosofia pensam saber pensar.
eu penso sentir.
sentir é coisa rara.