sexta-feira, 30 de abril de 2010

aneurisma

E lá estava ele caminhando sozinho, pela rua escura de uma manhã gélida na capital paulistana.
- Não te cansa caminhar sempre sozinho?
O rapaz sorrio e com um ar malicioso respondeu:
- Não porque estás comigo.
A voz se calou, era uma voz caltelosa, as vezes até mais amena?
sim, podemos dizer que sim.
Mas nunca avoada, isso ela deixava para o menino.
Ele sorria porque era ela que sempre aparecia quando ele mais precisava ou simplesmente quando estava assim, sozinho.
Coisa que últimamente se repetia com uma frequencia absurda, mas a verdade é que lá no fundo ele gostava disso.
- Tenho essa manhã só para mim, essa rua, essas casas, essas nuvens tom de giz, dizia.
E continuava a caminhar com um sorriso bobo estampado no rosto.
- Será que sou um pouco egoísta por isso de querer tudo só para mim?
- Sim, és. Mas não se preucupe a maioria das pessoas são.
sorrio, mais uma vez só que desta vez alto, bem alto.
- Porque sorristes alto agora?
Aguardou uns segundos.
- Porque tenho você.
- Silêncio.
- Álias está peculiarmente agradavel hoje. Nem sequer me gritou aos ouvidos que essas meias de cores diferentes são rídiculas ou
que essas botas não combinam em nada com o resto de minha roupa.
- Silêncio.
O rapaz sorrio.
- Tenho lhe dito a muito já, pensei agora em quem sabe, deixar-lhe usar o que quiser.
- Quer dizer que vais parara de me irritar toda manhã? é isso?
- Silêncio. É.
Uma gargalhada ecooa pela rua.
- Acho que não é deverás correto eu continuar a esclamarte toda hora já que desde sempre, quase nunca me escutás mesmo. E eu sou apenas
uma voz sozinha, na cabeça de um belo rapaz que nem ao menos faz idéia do potêncial que tem.
- Há também não é assim.
Chorosa a voz recita, num tom afinádissimo.
- É de nada adianta querer negar, eu sou apenas um simples eco que se torna cada vez mais redundade em tudo e que um belo dia vai acabar
sumindo, assim inesperadamente já que há muitos terás me esqueicido.
E o Rapaz meio que de imediato, para.
- Há não fale assim.
- Porque?
- Porque de todo o meu passado é de você que eu me lembro com mais clareza e eu eu já não sei como é viver sem minha compaheira.
minha melhor amiga.
Há voz num estante se calou, e fez um ruído meio que como um sibilo risonho. Ele sorrio, e depois de se certificar de que tudo
estava bem continuou a andar.

terça-feira, 20 de abril de 2010

April 20

Birthday Today. =D

Último dia aqui em Natal. Com direito a festinha surpresa e tudo. Então, sei que posso dizer que volto renovado como num banho de mar para minha capital paulistana com muitas lições numa mala, vários sonhos pela frente e é claro, Un petit que de saudade.

sábado, 3 de abril de 2010

tempos de paz.

Para começar, posso disser que essa viagem tem proporcionado várias viagens em mim, digo em minha cabeça.
Estou aprendendo bastante sobre as pessoas e o mundo e consequentemente sobre mim.
Posso até diser que já consigo enxergar certas coisas de maneira mas serena, não que tudo esteja resolvido, não está.
Mas de alguma forma eu sinto que estará, quando tiver de estar.
De que adianta protelar se tudo só vai mesmo acontecer quando o tempo certo chegar, quando eu estiver maduro o bastante pra compreender.
E eu acho que entender isso, também é sinal de maturidade, o bastante, pelo menos, o nescessário por hora. Os tempos pedem paz, descansa.