E lá estava ele caminhando sozinho, pela rua escura de uma manhã gélida na capital paulistana.
- Não te cansa caminhar sempre sozinho?
O rapaz sorrio e com um ar malicioso respondeu:
- Não porque estás comigo.
A voz se calou, era uma voz caltelosa, as vezes até mais amena?
sim, podemos dizer que sim.
Mas nunca avoada, isso ela deixava para o menino.
Ele sorria porque era ela que sempre aparecia quando ele mais precisava ou simplesmente quando estava assim, sozinho.
Coisa que últimamente se repetia com uma frequencia absurda, mas a verdade é que lá no fundo ele gostava disso.
- Tenho essa manhã só para mim, essa rua, essas casas, essas nuvens tom de giz, dizia.
E continuava a caminhar com um sorriso bobo estampado no rosto.
- Será que sou um pouco egoísta por isso de querer tudo só para mim?
- Sim, és. Mas não se preucupe a maioria das pessoas são.
sorrio, mais uma vez só que desta vez alto, bem alto.
- Porque sorristes alto agora?
Aguardou uns segundos.
- Porque tenho você.
- Silêncio.
- Álias está peculiarmente agradavel hoje. Nem sequer me gritou aos ouvidos que essas meias de cores diferentes são rídiculas ou
que essas botas não combinam em nada com o resto de minha roupa.
- Silêncio.
O rapaz sorrio.
- Tenho lhe dito a muito já, pensei agora em quem sabe, deixar-lhe usar o que quiser.
- Quer dizer que vais parara de me irritar toda manhã? é isso?
- Silêncio. É.
Uma gargalhada ecooa pela rua.
- Acho que não é deverás correto eu continuar a esclamarte toda hora já que desde sempre, quase nunca me escutás mesmo. E eu sou apenas
uma voz sozinha, na cabeça de um belo rapaz que nem ao menos faz idéia do potêncial que tem.
- Há também não é assim.
Chorosa a voz recita, num tom afinádissimo.
- É de nada adianta querer negar, eu sou apenas um simples eco que se torna cada vez mais redundade em tudo e que um belo dia vai acabar
sumindo, assim inesperadamente já que há muitos terás me esqueicido.
E o Rapaz meio que de imediato, para.
- Há não fale assim.
- Porque?
- Porque de todo o meu passado é de você que eu me lembro com mais clareza e eu eu já não sei como é viver sem minha compaheira.
minha melhor amiga.
Há voz num estante se calou, e fez um ruído meio que como um sibilo risonho. Ele sorrio, e depois de se certificar de que tudo
estava bem continuou a andar.
Várias vezes entrei nesta página,mas não consegui fazer o meu comentário, sem saber como me expressar. Este conto possui algumas linhas que se parece um pouco com a minha história(história porque o que vivo é real)..Meu grande amigo é real,e não haverá aneurisma,nem distância que fará com que eu o esqueça,pois ele é muito especial.Ti amo pra sempre, amigo.
ResponderExcluirAdorei a história/conto....bjos Cih