O que me mata é a morte do amor.
E eu não digo só do amor carnal, não, digo do amor por tudo, pelas coisas, pela vida, por tudo...
Pouco me importa se o amor vêm em gotinhas, assim como vacina, por que ele mais me serve de cura pra toda essa minha aflição de espírito, do que de migalhas de perdição (aí das migalhas que caem da mesa).
Também pouco ligo se as vezes vier muito, não reclamaria das explosões de ciume, das brigas medíocres, do copo de leite que derramou.
Não, não amor meu, isso eu entenderia calmamente, enxugando o que sobrou e compreenderia, desta vez ser chato ou fazer bico.
(Há de se entender que a paixão é deverás inconstante, fato. Mas que seja fixa em existir, que não pare, não).
Exijo de ti a legitimidade e coerência de um relógio?
Longe disso, só te peço que fluas, sim, fluas em mim, em toda parte, fluas por entre as brechas que te dou, e os sorrisos que encantam, fluas pelos cantos que se enchem de poeira.
Mas flua sem parar, verta sem se conter (Seja quem você é, ou quem costuma ser) e que não cesse meu amor, por favor, continue a me amar enquanto o tempo do meu relógio passar.
Triste não é a morte do Homem, mas a morte de algo dentro dele enquanto ainda vivo.
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