sábado, 30 de outubro de 2010

Gosto de chuva.

Eu já te disse? É que eu sempre quis morar na sua rua.
Bom, eu ainda quero se você quiser.


Faz assim, me encontra agora lá esquina, te dou um beijo seco, talvez um martine gelado.
Vai com seu casaco vermelho porque já está fazendo frio e também leve um guarda chuva que hoje o sol desistiu de sair, e a água já está caindo leve.


Melhor, não leve, leve simplesmente os seus abraços partidos em dois, três e mais que eu levo o meu, e a gente anda agaradinho, assim bem juntinho embaixo da chuva leve, que a esta hora já deverá estar forte.

Mas de que importa a chuva meu amor, se eu estiver com você esqueço-a, esqueça dela também, só pensa em mim, pensa em meus braços partidos em dois, três ou mais.

Então pensa nos meus beijos perdidos pela respiração ofegante ou nos meus dedos gelados te tocando onde não se deve dizer, pelo menos não deveria, mas a essa altura todos já sabem.

Pense nisso, e pensar nisso me faz lembrar de como é bom estar contigo, quero te ver outra vez, queria ver como antes. Lógico, se você quisesse também. Mas de qualquer maneira, apenas vá.

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