sábado, 30 de outubro de 2010

On the beach.

Eu gosto de caminhar pela praia de fim de tarde quando a chuva se aproxima, trazendo água do céu e pensamentos de dentro da alma. Eu gosto de jeito como as ondas brincam de tica nos meus pés. E adoro como o vento começa a cantar melodias suaves e tristes ao ouvido. Eu sei do exato tom que é usado quando a melancolia começa a invadir o espírito e a nostalgia se instaura como poeira em casa vazia.
Vazia. Casa vazia. Mas a casa não está vazia, eu ainda estou aqui, quieto, calado, gritando em silêncio, ainda existe alguém aqui, eu. Mesmo perdido no imenso oceano a minha frente e dentro de mim.
Imensidão. Infinito. É esse teu nome? É assim que te chamam, coisa que se apodera quando nem mesmo pensei em permitir e me leva assim sem perceber por meio de águas turbulentas e oceanos imensos frente a mim. É tu que o fazes por meio de minhas lembranças fracas dando piruetas no céu e na água? deve bem o ser. Mas saber quem tu és muda a exata posição que tomo agora diante dessa situação? não, acho que não.
Mesmo assim é o que sinto aqui dentro de mim quando estou caminhando pela praia num fim de tarde e quando as ondas vêm brincar de tocar meus pés.

Nenhum comentário:

Postar um comentário